A partir de 2026, o Cantão de Zug vai assumir quase todos os custos hospitalares em regime de internamento dos seus residentes.
Na prática, quem mora em Zug e for internado não vai pagar praticamente nada – nem o paciente nem o seguro de saúde.
O cantão cobrirá 99% dos custos hospitalares, e o seguro obrigatório de saúde apenas 1%.
Esta medida vale apenas para os anos de 2026 e 2027. Depois disso, a situação será reavaliada.
Por que o cantão está a fazer isso?
Zug teve grandes excedentes orçamentários nos últimos anos.
Em vez de deixar o dinheiro parado, o governo cantonal quer aliviar diretamente a população.
Uma parte significativa dos prémios de seguro de saúde vem das despesas com internamentos hospitalares.
Se o cantão assumir essa parte, as seguradoras podem reduzir os prémios.
A estimativa é:
👉 cerca de 18% de redução nos prémios,
👉 o que representa aproximadamente CHF 700 por pessoa por ano.
Quem é que beneficia?
Apenas quem tem residência oficial no Cantão de Zug.
Ou seja: se pagas impostos em Zug e vives no cantão, o governo cobre os teus custos hospitalares de internamento num hospital listado (ou seja, reconhecido pelo seguro básico).
Quem mora fora do Cantão de Zug não beneficia.
Por exemplo, se alguém de Lucerna ou Zurique for internado no hospital cantonal de Zug, tudo continua como antes:
- O seguro paga a parte dele,
- o paciente paga a franquia e a coparticipação,
- e o cantão de residência cobre o seu percentual habitual segundo o acordo intercantonal.
Em resumo: é grátis só para quem mora em Zug – e apenas para internamentos.
Que tratamentos estão incluídos?
A regra aplica-se apenas a internamentos hospitalares, ou seja, casos em que o paciente passa a noite no hospital.
Tratamentos ambulatórios – como consultas médicas, fisioterapia ou pequenas cirurgias – não estão incluídos.
Os tratamentos dentários, medicamentos e seguros complementares continuam como sempre.
O que muda na declaração de impostos?
Muita gente pensa: “Se o cantão paga as despesas, eu vou poupar nos impostos.”
Mas isso é apenas parcialmente verdade.
- Na declaração fiscal, é possível deduzir despesas médicas que tenhas pago do teu bolso.
- No Cantão de Zug, só podes deduzir essas despesas se excederem 5% do rendimento líquido.
- Se o cantão passar a pagar quase tudo, não sobram custos hospitalares para deduzir.
Exemplo:
Uma pessoa com rendimento de CHF 100’000 só pode deduzir despesas médicas acima de CHF 5’000.
Se o cantão cobre tudo, não há nada a deduzir – ou seja, nenhuma vantagem fiscal, mas um alívio direto no bolso.
E então, perde-se fiscalmente?
Não.
Os residentes de Zug pouparão dinheiro real com prémios mais baixos, mesmo que possam deduzir menos nas declarações fiscais.
O impacto global é neutro ou ligeiramente positivo, dependendo da situação de cada um.
Uma redução anual de CHF 700 nos prémios é muito mais sentida do que uma dedução fiscal que só beneficia poucos contribuintes.
Conclusão
O Cantão de Zug está a dar um exemplo claro: em vez de acumular dinheiro, está a devolver valor direto à população.
Para a maioria dos residentes, isto significa menos despesas reais – prémios de seguro mais baixos e praticamente nenhum custo de internamento.
Na declaração de impostos, o impacto é mínimo.
O essencial:
- A medida vale apenas em 2026 e 2027.
- Aplica-se apenas a internamentos hospitalares.
- E apenas a quem mora oficialmente em Zug.
Os restantes continuam a pagar normalmente – não há tratamento gratuito para residentes de outros cantões.
Em resumo:
Quem mora em Zug terá dois anos sem custos hospitalares e com prémios mais baixos.
Quem mora fora, continua como sempre.
Do ponto de vista fiscal, tudo permanece estável.

